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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Te carrego no peito p’ond'eu for

Minha mãe! Vou voltar pro meu Nordeste,
Pois ai é que é o meu lugar.
Se o bom filho precisa retornar
Seguirei rumo ao meu extremo leste.
E mostrando que eu sou cabra da peste
Reunirei no meu célebre sertão
Nordestinos de um alto escalão
Sem ter dó nem piedade eu vou fazer
O maior entre todo’s fuzuê
Já existente por esta região.

Chamarei quem tá vivo e quem partiu
Que no céu ou na terra hoje reside
Bem ai onde o Sol primeiro inside
Neste Estado o melhor do meu Brasil
De belezas, prazer e encantos mil
Que foi onde eu nasci e felizmente
Tive um pai que foi homem tão decente
Um exemplo do qual muito agradeço
Dessa forma será com muito apreço
Qu’eu retorno feliz pra minha gente.

Nesse dia eu verei muito animado
Patativa gorjeando a sua poesia
Zé Limeira cantando as heresia
Existente no mundo hoje espalhado
Jessier chegará admirado
Como todo matuto a observar
O improviso dos cabra a cantar
E o Caju e Castanha no repente
A dizer que lhes deixa bem contente
Ver Moreira com gosto a declamar.

Zé com Elba Ramalho no violão
Sob o ritmo de Jackson do Pandeiro
Por ali mais três grandes sanfoneiros
Dominguinhos, Sivuca e Gonzagão
Tão ilustre e imortal Rei do Baião
Puxa o fole assim bem na nossa frente
Comandando a festança alegremente
E também confirmando a sua presença
Geraldinho Azevedo e Alceu Valença,
Clã Brasil, Marines e sua Gente.

Conversando de um modo bem formal
Paulo Freire e Ariano Suassuna
A dizer que existe uma lacuna
Preenchida de forma tão banal
E é por isto que o ensino anda mau,
No Brasil, piorando a cada dia.
Milton Santos falava em geografia
Num tal mundo global interligado.
Escrevendo lá estava Jorge Amado
Com Augusto dos Anjos na poesia.

Lá se via o Mestre Vitalino
A fazer esculturas sem igual
Retratando de um modo genial
Este nosso cenário Nordestino.
Bem contente a rezar, também sorrindo
Padin Ciçu fazia uma oração
Dando a benção, mostrando compaixão
Confessando um famoso desordeiro
Tão devoto o maior dos cangaceiros
Corajoso e temido Lampião.

Por ali a cantar Zeca Baleiro
Com Geraldo Vandré e Gordurinha
João do vale naquela pisadinha
Também Flávio José o sanfoneiro
Chico César cantava Beradeiro
Costurando com a linha do equador
O tecido do manto do amor
Que iguala o nordeste na cultura
Bem felizes teus filhos mãe tão pura
Te carregam no peito p’onde for.

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